quarta-feira

Uma suspeita

Hoje não tenho uma história muito boa pra contar, mas ainda assim, prefiro dividir na tentativa de amenizar um pouco a dor que estou sentindo.

Ontem fui dormir bem cedo, logo após tomar a medicação. Algumas vezes a medicação me faz sentir dentro do sonho, e outras vezes algumas lembranças aparecem enquanto durmo e sinto-me como se estivesse revivendo algum momento passado. Esses “sonhos reais” com resgate da memória ocorrem geralmente quando me esqueço de comer algo “pesado” (tipo um pão, ou uma janta) uma hora antes da medicação, produzindo esse efeito colateral é mais intenso. Às vezes ocorre simplesmente uma insônia leve.

 Ontem minha memória despertou uma lembrança que gostaria de ter esquecido...

Eu estava num bar LGBT muito confortável numa parte agradável da cidade. Estava com meu primo, e uma amiga. Bebemos bastante e nos divertimos muito. Próximo a nós estava sentado um garoto. Cabelo encaracolado, tipo um pouco bagunçado, estatura média, moreno claro. Ele começou a papear conosco e rapidamente sentou ao meu lado na mesa. Estávamos todos embriagados e ríamos muito de tudo. Logo percebi que o cara era um pouco mentiroso em função das contradições que surgiam em seu discurso. De repente sinto a mão dele embaixo da mesa alisando minha coxa. Confesso que rapidamente fiquei excitado. Não demorou muito e já estávamos nos beijando. Ele insistiu para que eu fosse pra sua residência, mas eu neguei enquanto pude. Acabei negociando com ele que poderíamos ir pra minha casa e assim fizemos.  Ele já estava bem embriagado e eu também. Lembro-me que ele chegou a delirar, falando coisas desconexas com um medo de ser esfaqueado. Comecei a achar que ele era meio louco, mas mesmo assim fiquei com pena de deixar ele bêbado e louco sozinho na rua. Rapidamente dormimos. Na manhã seguinte acordamos. Lembro-me que eu estava fazendo tratamento com pantoprazol (medicação para estômago) em função de um problema que eu já possuía mas nunca havia me interessado em tratar. Fiz essa medicação numa farmácia de manipulação, então estava num pote branco que muito se assemelha com o dos medicamentos anti-HIV.  Ele logo me perguntou: você tem HIV? Eu não entendi essa neurose, nem o por quê da pergunta, e fui sincero em falar com ele que não. Tivemos uma relação sexual na qual eu estava sendo o passivo sexual. Ele retirou a camisinha no meio da relação sem que eu percebesse e ejaculou dentro. Briguei com ele na hora e ele com a cara mais lavada disse que não tinha tirado e que talvez tivesse estourado... lá estava a camisinha intacta no chão.
Suspeito que eu tenha me contaminado dessa forma.

10 comentários:

Cara Comum disse...

Hummmmmmmmmm... O que dizer, né?

Bom, por mim, posso falar que eu te adoro e que, quando você divide coisas assim comigo, me sinto honrado pela confiança...

E sempre que precisar falar, mesmo que não seja coisa boa, eu fico feliz de escutar!

E quero que saiba, sempre, que eu te desejo muita paz, muita luz e equilíbrio.

Grande beijo!

Edu disse...

E o que eu vou falar depois do que o Cara Comum disse? Se foi esse moleque, fazer o quê? Teria sido extremamente errado da parte dele. Mas agora não importa, o importante é você ficar bem.

FOXX disse...

gente, será q foi mesmo?
pq é mta sacanagem de alguém contaminar o outro propositadamente assim...

Gato Van de Kamp disse...

Nossa.... Será que foi numa onda que vc descobriu??? Que loucura.... Bem.. Talvez ele n tenha tentado te contaminar deliberadamente, mas se sentindo seguro diante da pergunta tirou a porra da camisinha.. O lance é que se isso era uma contante na vida dele a chance de ser ele é grande mesmo...

Gato Van de Kamp disse...

Eu assumo que:

To muito perturbado desde que li isso aki, pk tah tudo muito exoterico...

Raciocina comigo... Vc sempre foi um cara que se cuidou nas sua srelações sexuais e as poucas vezes que fez sem preservativo total ficou noiado em função disso...

Um belo dia uma tia espirita pede pra vc tomar cuidado com HIV no ano de 2011.. Vc conhece um cara na noite, do nada, tipo maluco... Leva pra tua casa.. Ele pergunta se vc tem HIV, tira a camisinha e goza dentro...

Vc descobre que tem HIV e simplesmente ESQUECE desse episodio (muito doida essa parte

Daí é um caso raro e tem de tomar medicamento tendo acabado de contrair e se recorda do cara durante uma onda do seu próprio remedio... Tah esquisito.. Tomara que acabe por ai...

Alguém Por Aí disse...

Cara Comum, obrigado por tudo tão lindo que disse. Sempre tão fofo!

Pois é Foxx... tenho agora duas hipóteses mas como muito bem falou Edu tentarei esquecer e viver o agora... esse pensamento veio e não é fácil lidar com isso. Me senti violentado como nunca, raiva, tristeza... mas não mudam minha condição atual, pelo contrário... pioram.

Gato, já to fazendo minhas pazes com Deus, com os anjos e todos espíritos de luz. Você conhece uma boa macumbeira? To apelando agora, rsrsrs.

Alguém Por Aí disse...

Eu tb achei esquisito... na verdade eu tinha comentado com meu primo na época e tinha até pensado na profilaxia, mas acabei desistindo por eu tava achando q era nóia e fiquei com medo dos medicamentos (que por ironia tomo hj). Depois eu simplesmente apaguei isso da minha cabeça. Inconsciente trabalhando?? Espero que volte a trabalhar se for. rs

Ro Fers disse...

Nossa, ao ler isso eu fiquei tenso e revoltado.
Sem palavras, uma pessoa dessa merece um grande castigo.
Forte abraço!

Alguém Por Aí disse...

Ro, obrigado pela solidariedade!

Anônimo disse...

Adoro ler diários dos outros (especialmente daqueles que não conheço) e vejo como todos somos iguais :) Querido (s). Alguma vez ouvi falar que quando você tem uma dúvida só tem duas opções: você a resolve ou você morre com ela. Resolver algo do tipo "quem me contaminou?" é bem delicado... porem (se possível), deve ser feito. Agora remover o subconsciente, perguntar para bruxos, cartas, etc. e a mesma coisa que riscar (e com faca) numa ferida que não termina de cicatrizar. Nada disso alterará aquilo que está escrito no teste ou diagnósticos, os colaterais, etc. nada! absolutamente nada. É uma neurose típica num estagio inicial de qualquer tipo de trauma, e temporal e não pode virar “atemporal”... É a mesma coisa que perguntar "porque morreu meu pai? como assim? qual o diagnóstico?" no melhor dos cenários você conseguira resolver suas duvidas mas nada disso mudara o presente. Como diría Julieta Venegas "El presente es lo único que tenemos" e pelo que li nos seus post anteriores você esta no caminho de entender isso Paz