domingo

Ponto de ebulição




Interessante como alguns momentos nos mudam e nos fazem refletir sobre outros momentos de nossas vidas. Momentos que funcionam como ponto de ebulição, momento em que algo se transforma. Essa sexta-feira foi produtiva pra mim. 

Na sexta conheci uma pessoa muito especial. Assistimos ao filme “Meia noite em Paris” (Vale a dica) e batemos altos papos. Na verdade foi a primeira vez que conheço um soropositivo assumido através da internet. Ele me fez questionar algumas crenças que tenho acerca da minha relação com o HIV e medos que também fazem parte de mim.

Esse encontro foi muito produtivo, pois entre diversos assuntos, o HIV foi, inevitavelmente, o tema central. Escutei sua experiência e sua (provável – pois o mesmo não se considera militante) militância acerca desse tema. Interessante descobrir como existem pontos em  comum. Ele parecia em alguns momentos descobrir o que estava acontecendo e o que estava por vir, falando de aceitação e desse processo como ocorreu em sua vida.
  
Como o mesmo não tem medo de dar a cara a tapa (diferente de mim), ele autorizou a publicação de um de seus vídeos abordando a temática. O vídeo fala sobre a rede de jovens soropositivos e no seu ponto que considero mais polêmico aborda a “criminalização do soropositivo”. O mesmo entende o uso da camisinha como uma co-responsabilidade. Polêmico, né?! Acho que vale a pena conferir clicando aqui.

Clé, obrigado por tudo!

5 comentários:

Filosofando... disse...

Eu é que agradeço a ótima companhia, boa conversa e pela sexta feira maravilhosa. O filme foi uma delícia, contudo nada seria tão bom sem o seu bom papo e humor. O Ney também deu uma forcinha gostosa com a sua música que ajudou muito a nos significar, e o uísque estava mara!
Foi uma noite Apaixonante!
C. Fleming

Anônimo disse...

Cris

Ai... Difícil, hein... Preciso pensar mais pra falar, mas por hora eu acho que um casal soro discordante a partir do momento em que o fato é conhecido por ambos a escolha por eliminar a camisinha é uma opção em que ng deve ser culpabilizado... Acho inclusive que não cabe a mim nem ser contra ou a favor, pk realmente n me parece uma discussão da esfera pública... É absolutamente privado!!!

A situação me fez lembrar que dia desses tava conversando com a minha avó e ela me contava que dois dos seus irmãos tiveram tuberculose e suas respectivas esposas continuaram dormindo ao lado deles na cama, contra todas as recomendações médicas... Naquela época que tuberculose matava, foi uma opção que elas fizeram e acho justo que possam fazer essa escolha.

Qdo a outra parte n é informada, bem... Aí eu acho complicado... É claro que o risco é sempre presente e a pessoa de fato tem sua responsabilidade em estar se lançando no desconhecido, mas se for pensar assim abrimos precedente pra tudo qto é comportamento imprudente colocando todas as vítimas do mundo no lugar de co-responsáveis... Afinal de contas, quem é assaltado no meio do centro da cidade a noite, sabe do risco que corre estando passando ali aquela hora, quem é atropelado numa avenida movimentada na hora do rush tb sabe, quem se envolve num acidente de carro com um alcoolizado na segunda feira de carnaval tb tah ligado... Mas andando nesse passo a gente cai é na barbárie...

O lance é achar a justa medida...

Ninguém por aí disse...

Concordo com a justa medida.

Anônimo disse...

...

Raphael Martins disse...

Esse post mostra que duas pessoas podem se curtir, tendo HIV e que a vida não acaba aí. Perfeito.