quarta-feira

A Cura

Hoje tive um dia bem produtivo no trabalho. Consegui dar um importante passo em algo que estava parado, mas na volta pra casa foi inevitável pensar em uma relação... eu e o HIV. Ouvindo o cd Inclassificáveis do Ney Matogrosso percebi que uma música traduz bem a minha relação com o HIV. O tempo?



Clique aqui e aproveite melhor essa música.

Acho que morre algo em mim hoje. Tem morrido a cada dia e sinto que isso é bom. Talvez seja o processo natural desse luto, talvez seja o nascimento de um novo ser, sim um Alguém. É muita resignificação! Vejo a vida com novos óculos, ou mesmo novos olhos. Me despeço hoje de alguém em mim. Acordo de um sonho chamado esperança. Espero que “futuro” seja uma palavra aliada e que me reserve coisas boas. Acho que até hoje tive, sim tive, alguma espécie de esperança disso tudo ser mentira ou erro de laboratório. Como diria Ana Maria Braga: “Acoorrrda menina!!”. Mas quem me acordou foi o Ney. Me despeço dela, sem olhar pra trás. Beijo esperança. Reagente nem sempre é ruim. Hora de reagir.

6 comentários:

Amigo disse...

Nossa! Cada dia mais profundo. Um dia hei de usar um desses textos numa aula de interpretação. Hehehe! Aproveite, pois a melhor hora sempre é o agora. O melhor tempo é sempre o presente. Reaja!

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Cris...

Não aguento mais escrever coisas enormes a vivo vir, tombar a internet e me fuder a seco, de uma vez só, passando o pinto na areia e na brita...

Bem... Vamos lá... Vou passar a me identificar nos posts como o mutante disse que iria fazer no outro post (amei ele, beijos)... Usarei o nome de Cris, pk foi como o blogueiro me batizou, muito embora não goste muito.. Sei lá, me remete a ideia do “todo mundo odeia o Cris”
Fico feliz com essa reação, dia desses conversando com um amigo falávamos sobre a expressão desiludir... Embora a maioria das pessoas a enxergue de forma pejorativa, sair de uma ilusão não é ruim, é apenas na realidade que de fato construímos algo, a ilusão apenas nos mantém no mesmo lugar, dependente de sua fantasia.
Na minha singela opinião esse self ainda está vivo, moribundo talvez... Mas vivo... Ou se morreu ainda não enterrou, tah velando... Ou é novo self q ainda é muito bebe??? Não sei dizer, só sei que temos muito que caminhar, mas acho que o caminho é esse mesmo... Ressignificar é apalavra de ordem e tenho tentado dar minha colaboração nesse sentido, me dispondo a colaborar, na medida q vc permitir, a ajustar esse foco. Te ajudo e aproveito pra ver meus óculos tb, afinal vc é parte fundamental da minha vida e terei de conviver de alguma forma com isso, correto???? Então reavaliemos o que é ético, de bom senso, politicamente correto (e incorreto), moralismo tosco, negação, pró-atividade, preconceito e mais uma serie de valores que precisam se revistos sob essas circunstancias ou relacionados a ela.... Qto mais entendermos essa dinâmica menos seremos enganados pela inocência e principalmente pelo que desejamos...
É triste, mas a verdade é que o fato desejarmos muito uma coisa não significa que ela vá se tornar realidade... Como diria a clichê frase de Sartre q já falamos algumas vezes: “Não interessa o qto a vida te tirou, mas o que vc fez com o que restou”. É hora de agir!!!!



OBS. Como que eu toco meu blog gastando todo meu gênio criativo aki??? Falo aki como um sociólogo do PT na década de 80, no anonimato e fico escrevendo sobre futilidades no meu blog e assinando em baixo... Por isso que ng me ama.... “todo mundo odeia o Cris”

Ninguém por aí disse...

Querido Cris, coincidência ou não, ocorreu o mesmo comigo. Havia escrito um comentário gigante mas copie, fechei o Word e quando colei não tinha nada. Bem, primeiro gostaria de agradecer o primeiro comentário do Amigo. Adoraria meus textos numa aula de literatura, kkkkk. Cris, quanto a morte me referia de uma possível esperança que habitava em meu ser. Essa morreu. Mas os conflitos e questões referentes a essa condição ainda será, acredito, que uma constante ainda por um tempo. Saiba que você também é um pedaço de mim. Estamos juntos em todos os momentos há anos. Obrigado por escrever comigo minha história, embora a temática atual não seja a melhor. Sem vocês, meus amigos, não sei como lidaria com tudo isso. Amigo, a sua frase no final do texto me lembrou um professor que tive... muito a La “Nunca desista de seus sonhos”. O Amigo num momento crítico chegou a me mandar uma música gospel de Cassiane. Vcs querem me deixar pior??? Rsrsrs Beijão

Filosofando... disse...

Gosto da maneira que escreve. Me vi um pouco em suas palavras. Espero a cura, mas não deixo de viver a minha vida. O dilema de conviver com o HIV tem, assim como vc bem colocou,me ensinado a olhar e ver a vida com outros olhos. Em mim Surgiu um novo ser. Bom Texto, espero poder te conhecer, já que estamos na mesma cidade. Obrigado, meu caro poeta-poesia.
Cleverson Fleming (11/07/11)

Ninguém por aí disse...

Cleverson, muito obrigado pelo comentário e por compartilhar esse momento.